O Rock e outros almanaques
October 6th, 2008Para começar o post dessa semana, eu queria pedir novamente encarecidas desculpas pela ausência. É que novamente a vida atropela alguns planos e o meu objetivo de fazer um texto rápido e rasteiro sobre um livro por semana acaba sendo soçobrado por outras necessidades mais prementes do meu dia. Novamente, não pretendo deixar o blogue desamparado e conto com a colaboração de Beta Lewis, Maria Bercovitch e Alessandra Tussi para alimentar eventualmente esse espaço com um ou outro texto sempre brilhante.
Bom, mea-culpa feita, passo à análise desse pequeno guia do Rock’n’roll: o Almanaque do Rock, de Kid Vinil.
Acompanho à distância a carreira de Kid Vinil desde os tempos do Magazine – lembram-se dos sucessos “Eu sou boy” e “Tic tic nervoso”? pois é! – e confesso que sempre fui simpático à sua figura. Mais conhecido e popular em São Paulo que no Rio de Janeiro, Kid Vinil teve um clássico programa de Rock’n’Roll na rádio Excelsior e capitaneou o Som Pop na TV Cultura. Tudo em Sampalândia, obviamente.
Do outro lado da obra, sempre adimirei o design dos “Almanaques” da Ediouro desde o dos Anos 80 que veio no timing certo da febre oitentista que teve o seu ápice em 2004-05. Marcelo Martinez, o dono do projeto gráfico dos Almanaques, acertou a mão nesse primeiro projeto que apresentava drops de curiosidades da “década perdida” com um visual descolado, descontraído e (falsamente) descuidado. Mas, o que funcionou perfeitamente no Almanaque dos Anos 80, desandou sobremaneira no Almanaque do Rock.
Acho que nenhum connaisseur de Rock’n’Roll nacional discorda que Kid Vinil é um dos nossos maiores especialistas nesse gênero e, talvez por isso, a superficialidade das informações ali apresentadas fica deixando a desejar. Por exemplo, quando o livro passa pela fase do psicodelismo e do rock progressivo, fica clara a lacuna de nomes, datas, discos e eventos. Parece que a intenção é de deixar apenas drops de informação mesmo, sem se aprofundar em momento algum em nenhum gênero ou década. Talvez funcione para uma geração que considere Nirvana uma banda “clássica” e que quer ter um norte qualquer para ir mais a fundo na história da música que não quer envelhecer, mas para quem sabe o potencial que um livro desses oferece, o resultado é bem frustrante.
Quanto ao aspecto gráfico a coisa fica mais grave. Se, no Almanaque dos Anos 80, aquele jeito casual de misturar tamanhos de tipologia, imagens e blocos de texto dava leveza a uma coletânea de irrelevâncias, no Almanaque do Rock dá a impressão de aleatoriedade. Por vezes, comecei a leitura de um parágrafo destacado achando que seria uma curiosidade ou um “plus a mais” do texto que estava seguindo quando descubro que é apenas a continuação do mesmo. Em suma, a experiência do livro acaba sendo comprometida.
De mais a mais, a simples existência do Almanaque do Rock é um bom sinal. Sinal que as editoras estão prestando mais a atenção em um nicho de leitores que querem saber mais sobre a trilha sonora que escutam diariamente e talvez atenda aos guris que ainda não aprenderam a pesquisar os históricos das bandas nas wikipedias e last.fm da vida.



Ganhei este livro no sábado passado! Não resisti e o aninhei em meus braços. De onde ele só saiu depois de proferir o último caracter: ponto. E pronto, me emocionei…. Magnífico seria pouco para descrevê-lo… Amo a maneira como
Enquanto lemos O Castelo Branco é possível fazer uma comparação entre o caráter do ser humano no século XVII e hoje, notando que pouca coisa mudou. Este livro é na verdade uma fábula entre diferentes culturas e a essência humana, com todos os seus dramas, inseguranças, defeitos e pontos positivos. Mostra que todos nós somos um pouco contraditórios e que o ser humano que é capaz de cometer as piores barbáries, também pode ser responsável pelos mais belos atos de compaixão. Me apaixonei pela maneira de escrever de Pamuk desde que li o livro “Neve” e me identifiquei - em alguns pontos - com o protagonista, o poeta Ka (um trocadilho com “Kars”, nome da cidade na Turquia onde a história se passa). Seus personagens quase sempre são nostálgicos e solitários e os diálogos são magníficos, principalmente para quem adora a cultura turca. Cultura pela qual passei a me interessar desde que comecei a fazer dança do ventre (no ano de 2000). Mas ![(livro Spiderwick) [bb]](http://img378.imageshack.us/img378/6884/spiderwicklogocolor04di1.png)
![(livros Neil Gaiman) [bb]](http://img380.imageshack.us/img380/8853/neilgaimanthedangerousawo3.jpg)
![(livro fam%EDlias terrivelmente felizes) [bb]](http://img239.imageshack.us/img239/7531/8575032097jj7.jpg)





